The Dip – Um livro sobre “desistência”

Existem livros bons.
Existem livros ótimos.
Existem livros maravilhosos.
E, bom… existe Seth Godin.
E expressão máxima disso é seu último livro: The Dip.
Um livro pequeno, e despretencioso à princípio, ele traz uma lição muito importante, e que eu não tenho certeza que algum outro autor já explorou: “Como, quando, e porque desistir“.
Ele começa simplificando os tipos de pessoa no mundo: Os “Superstars” e os “Medíocres”. Os Superstars têm mais valorização, respeito, e admiração da sociedade do que os medíocres. Os Superstars superaram “The Dip”, enquanto os medíocres desistiram.
“The Dip” é nada mais que o símbolo da dificuldade que precisa ser superada para fazermos qualquer coisa que valha a pena. Sabe aquela dificuldade para se tornar um faixa preta em karate, para se tornar o melhor profissional da sua área, tornar o seu produto o melhor do mercado? Praticamente tudo aquilo que vale a pena tem um “dip” à ser superado. O “dip” é a dificuldade que os “superstars” superam, e que os diferenciam dos “medíocres”.
Cada vez que você desiste porque está enfrentando um “dip”, você está se conformando em ser um “medíocre” em vez de ser um “superstar”. Você está abrindo mão de ser o máximo que você pode ser. Está abrindo mão de realizar o máximo que você é capaz de realizar.
Por que você está fazendo isso com você mesmo?
Existem também tarefas que não são “dips”. Tarefas que não vão transformar você no melhor do mundo no que você faz. Tarefas que não valem a pena serem feitas. O Seth as chama de “cul-de-sac”, que significa “caminho sem saída” em francês. Eu as chamado de “dead-end”, que é a tradução do termo em inglês.
Essas tarefas, que não valem a pena, que não vão mudar o mundo, que não vão trazer benefícios no futuro que são maiores do que os que você está colhendo agora, precisam ser abandonadas. Você precisa desistir delas, não logo, mas agora! É preciso saber desistir das tarefas que são “dead-ends”, para que você possa focar nos “dips”.
E você sabe disso. Mas desistir não é fácil quando se está num “dead-end”. E é fácil desistir quando se está num “dip”.
É por isso que existem os “superstars”. Eles fizeram aquilo que não foi fácil.
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